Características da Monarquia

As Monarquias possuem inúmeras características e foram transformando-se no decorrer dos tempos.

Apresentaremos como elas se constituem desde a idade média, as características dos Castelos Medievais e como elas são hoje em rápidos e simples 10 pontos.

O monarca e seu papel

Uma monarquia será sempre um regime em que existe um rei, ou rainha, ou imperador ou equivalente. Caso não exista nenhum desses, não se constitui uma monarquia.

E a partir das atividades desse, pode se configurar uma monarquia absolutista, uma monarquia constitucional ou uma monarquia parlamentarista

O monarca exerce todo o poder

As monarquias começaram a se constituir ainda na Idade Média. São conhecidas como Monarquias Feudais. Essas constituíram-se aproximadamente até o século XIII, onde o rei exerce todo o poder.

Esses reinos apareceram após a queda do Império Romano, e com o passar dos anos, cada vez mais cresciam e aumentavam seus poderes.

Entre suas tarefas estava arrecadar impostos do povo e ser o juiz para alguns casos. Só não podiam interferir nas questões da Igreja, dos nobres e dos senhores feudais.

Linha sucessória nas monarquias

O rei era uma imagem de Deus na terra, e seu poder passava de pais para filhos, ou por conquista. Muitas vezes também eram feitas alianças por meio de casamentos para garantir um acordo entre um reinado e outro.

Os senhores feudais estavam abaixo do rei. Entretanto, com o passar do tempo o seu poder foi aumentando, o que levaria, posteriormente, a constituição das monarquias absolutistas pelas Europa.

A centralização do poder no rei e sua relação com os senhores feudais: os castelos e os palácios

Os castelos medievais eram construídos por senhores feudais. Esse era o centro da vida em um feudo, ao redor dele estavam as aldeias dos servos.

Essas construções tinham como objetivo abrigar a família do senhor feudal, visto que eram recorrentes ataques de outros senhores feudais e até mesmo de bárbaros.

Uma das principais características de um castelo medieval é sua única entrada. Uma ponte dá acesso a ela. Quando os ataques ocorriam as pontes eram levantadas para serem uma primeira proteção de ataque.

Comumente alguns castelos também são rodeados por um foço para que o ataque fosse mais difícil.

Sua arquitetura era concêntrica e com locais estratégicos onde ficavam vigias quem anunciavam tanto a possibilidade de um ataque como também quem estava chegando.

Suas paredes eram espessas e muitas vezes tinha-se duas paredes, onde o meio ficou conhecido como “buraco da morte”. Quando tentava-se escalar o muro, tinha grandes chances ficar preso entre as paredes.

Os castelos não devem ser confundidos com palácios onde ficavam os reis. Esses não eram tão fortificados por não serem alvo de corriqueiros ataques, mas eram extremamente luxuosos.

As disputas de poder que ocorriam ali comumente se davam por traições mais do que por guerras.

As monarquias unificam reinados em Estados-nação

A derrocada da idade média se deve tanto as crises, peste e rebeliões pela qual passou, como também pelo estabelecimento das monarquistas absolutistas e unificação dos Estados.

Na monarquia absolutista o rei ou a rainha possuem todo o poder, eles mesmo legislam e executam as leis, não há qualquer consulta a um parlamento ou ao povo.

Essas monarquias foram apoiadas pela inicialmente pela burguesia. Esta se interessava pela unificação dos reinados em um Estado-nação em nome da proteção de suas transações financeiras.

A única maneira de não terem de ficar a mercê das vontades dos senhores feudais era com o reestabelecimento do poder do rei.

Essa aliança entre a burguesia e a família real também levaram ao desenvolvimento do mercantilismo, o começo do capitalismo.

Exército

As monarquias absolutistas vigoraram na Europa aproximadamente entre os séculos XVII e XIX. Para sua proteção possuíam um exército comandado pelo rei.

Esse exército muitas vezes foi financiado pela burguesia, assim mantinha-se a aliança entre o palácio e essa classe de comerciantes.

O exército era completamente devoto ao rei.

O rei é um unificador da nação

O rei nem sempre detém o poder político. Como o que acontece nas monarquias parlamentaristas onde há a presença do rei, mas a principal figura política é o primeiro-ministro.

Este quem governa o país e possui características do poder executivo. O Japão é um exemplo deste tipo de monarquia.

Desde o final da Guerra o Imperador (como a figura do rei) possui apenas poder simbólico, mas não poder político. Cabe ao parlamento, eleito pela população, escolher quem será o primeiro-ministro encarregado de tomar as decisões.

A imagem do monarca nesse caso é como um unificador da nação. Os cidadãos respeitariam mais as leis pois há essa figuram que veneram. Esse também é o caso da atual monarquia na Inglaterra.

Religião

Outra característica da Monarquia, seja qual for o tipo, a figura do rei sempre está vinculada à religião.

Nas monarquias absolutistas acreditava-se que o rei era de linhagem divina e escolhido por deus para governar determinado Estado-nação.

Nas monarquias contemporâneas o rei já não tem mais essa imagem, mas é uma figura religiosa também.

Ele e toda a família real seguem a religião que a maior parte de seu povo também pratica, aumentando assim sua capacidade de unificador da nação.

Hoje não existem mais as monarquias absolutistas

Alguns países ainda adotam a monarquia até hoje, como a Inglaterra, Camboja, Bélgica… Ao todo são mais de 40 países que possuem a figura de um rei ou semelhante.

Os Castelos Medievais

Os castelos medievais eram construídos por senhores feudais. Esse era o centro da vida em um feudo, ao redor dele estavam as aldeias dos servos.

Essas construções tinham como objetivo abrigar a família do senhor feudal, visto que eram recorrentes ataques de outros senhores feudais e até mesmo de bárbaros.

Uma das principais características de um castelo medieval é sua única entrada. Uma ponte dá acesso a ela.

Quando os ataques ocorriam as pontes eram levantadas para serem uma primeira proteção de ataque.

Comumente alguns castelos também são rodeados por um fosso para que o ataque fosse mais difícil.

Sua arquitetura era concêntrica e com locais estratégicos onde ficavam vigias quem anunciavam tanto a possibilidade de um ataque como também quem estava chegando.

Suas paredes eram espessas e muitas vezes tinha-se duas paredes, onde o meio ficou conhecido como “buraco da morte”.

Quando tentava-se escalar o muro, tinha grandes chances ficar preso entre as paredes.

Os castelos não devem ser confundidos com palácios onde ficavam os reis. Esses não eram tão fortificados por não serem alvo de corriqueiros ataques, mas eram extremamente luxuosos.

As disputas de poder que ocorriam ali comumente se davam por traições mais do que por guerras.

A unificação dos Estados

A derrocada da idade média se deve tanto as crises, peste e rebeliões pela qual passou, como também pelo estabelecimento das monarquistas absolutistas e unificação dos Estados.

Um dos pensadores da monarquia foi Nicolau Maquiavel, que ao escrever para Lourenço de Médice, propunha a unificação da Itália.

Para isso, orientava a necessidade de um único exército próprio e como manter o povo com medo de seu rei para que jamais se rebele contra este.

Na monarquia absolutista o rei ou a rainha possuem todo o poder, eles mesmo legislam e executam as leis, não há qualquer consulta a um parlamente ou ao povo.

Essas monarquias foram apoiadas pela inicialmente pela burguesia. Esta se interessava pela unificação dos Estados em nome da proteção de suas transações financeiras.

A única maneira de não terem de ficar a mercê das vontades dos senhores feudais era com o reestabelecimento do poder do rei.

Fim das monarquias absolutistas

As monarquias absolutistas vigoraram na Europa aproximadamente entre os séculos XVII e XIX. Um dos marcos de suas derrocadas foi a Revolução Francesa (1789-1799) que colocou fim a monarquia de Luis XVI proclamando os ideais de democracia e cidadania.

Entretanto, mesmo outros países tendo passado por revoluções, não necessariamente deixaram de ter a imagem do monarca, mas constituíram-se outros tipos de monarquia que apresentamos adiante.

Monarquias parlamentares

Nessas há a presença do rei, mas a principal figura política é o primeiro-ministro. Este quem governa o país e possui características do poder executivo.

O Japão é um exemplo deste tipo de monarquia. Desde o final da Guerra o Imperador (como a figura do rei) possui apenas poder simbólico, mas não poder político.

Cabe ao parlamento escolher quem será o primeiro-ministro encarregado de tomar as decisões.

Monarquias constitucionais

Nessas há um rei que toma decisões, mas há uma constituição a qual ele também está submetido. Diferente das monarquias absolutistas em que o rei era a própria lei e poderia fazer o que sua vontade determinasse como o correto.

O restante da composição governamental é determinado pela constituição, não cabendo somente a uma decisão do rei. Ou seja, seus poderes são limitados.

A França foi a primeira monarquia constitucional em 1791, mas teve um curto período de duração, foi somente um período de transição para a República.

Entretanto, é o momento em que é escrita uma constituição para a França delimitando os direitos e deveres do cidadão como quais são os limites do poder político.

O parlamento e a monarquia constitucional parlamentar

Tanto nas monarquias constitucionais como nas parlamentares existe o poder legislativo incorporado no parlamento.

Cabe ao parlamento tanto fiscalizar o executivo como também construir leis e aprova-las. No caso de uma monarquia constitucional, o rei pode escrever um projeto de lei e essa precisará ser aprovada por um parlamento.

Na monarquia parlamentar, o rei não possui esse poder de fazer uma lei, será apenas uma imagem que unifica a nação sem exercer qualquer papel político.

A união desses dois tipos de monarquias é conhecida como constitucional parlamentar. Nesse caso o rei tanto tem seu poder limitado pela constituição como convive com o parlamento.

No caso das monarquias absolutistas não há parlamento, não há qualquer fiscalização ao poder do rei, sendo este o poder soberano.

As monarquias hoje

Alguns países ainda adotam a monarquia até hoje, como a Inglaterra, Camboja, Bélgica… Ao todo são mais de 40 países que adotam a monarquia.

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