Todos os presidentes do Brasil e seus principais feitos

O chefe de Estado, ou, simplesmente, Presidente da República é o cargo mais alto do executivo brasileiro. Isto porque, o regime constitucional do país é o presidencialismo.

Quantos presidentes o Brasil já teve?

Desde a Proclamação da República, o Brasil teve 37 presidentes e diferentes regimes. A princípio, os Chefes do Executivo eram nomeados. Muitos golpes fizeram parte da história presidenciável até chegar, no que chamamos hoje, de voto direto e popular.

O primeiro Presidente do Brasil eleito pelo voto direto, foi o terceiro chefe do executivo da Primeira República Brasileira, ou República Velha, Prudente de Morais. O presidente do Partido Republicano Federal (PRF) disputou e venceu as eleições do dia 1º de março de 1894, tomando posse no dia 15 de novembro do mesmo ano.

Prudente foi sucessor de Floriano Peixoto, segundo presidente da República Brasileira. Além de ser o primeiro chefe de Estado a ser eleito pelo voto popular, Prudente de Morais também foi o primeiro presidente civil da história do país.
O governo de Prudente de Morais deu início a República das Oligarquias, fase que durou até o ano de 1930. Neste período, a política e a economia do Brasil foram influenciadas por grandes fazendeiros dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Além disso, foi no governo de Prudente de Morais que ocorreu a Guerra dos Canudos, no sertão do Nordeste. Com tropas militares, o então presidente, combateu o movimento que tinha como causa a miséria do povo da região.

Em 1964, João Goulart, que assumiu a presidência após Jânio Quadros renunciar ao cargo, foi deposto pelos militares. A chamada Ditadura Militar restringiu direitos políticos, além de ser caracterizada pela censura à imprensa e pela perseguição aos opositores do regime autoritário.

O objetivo da Ditadura foi evitar que as Organizações Populares, organizadas por Goulart, fossem adiante, como: reformas eleitoral e universitária; desapropriações de terras; e, nacionalização das refinarias de petróleo.

No regime militar, algumas medidas foram tomadas, dentre elas: a redução dos salários dos trabalhadores, corte das despesas do governo, diminuição da inflação e o aumento das taxas dos serviços públicos.

Nos 21 anos de Ditadura Militar, o país teve cinco presidentes militares: Humberto Castello Branco, Marechal Costa e Silva, General Emílio Médici, General Ernesto Geisel e General João Baptista Figueiredo.

No mandato de Figueiredo, que durou de 1979 a 1985, aconteceram as primeiras eleições por voto direto (após, o regime militar) para Governador de estado.

Após 21 anos, o primeiro presidente civil foi eleito. Em 15 de janeiro 1985, Tancredo Neves foi escolhido pelo Colégio Eleitoral para o cargo do executivo.

Tancredo faleceu quase quarenta dias depois de ser eleito para a Presidência da República. O vice José Sarney assumiu o cargo e se tornou o primeiro presidente civil, após a Ditadura Militar.

O governo Sarney foi marcado pela elaboração de uma nova Constituição, a de 1988, que garantiu a separação dos poderes, direitos aos cidadãos, e, a realização das eleições diretas. O Plano Cruzado, também, foi uma das medidas adotadas pelo governo.

Como a eleição direta, agora, fazia parte da legislação brasileira, em 1989, Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente, após o regime militar, eleito pelo povo, com mais de 35 milhões de votos. Collor assumiu o governo no dia 15 de março de 1990.

Após herdar um índice inflacionário de mais de 1700% do governo Sarney, o presidente adotou algumas medidas econômicas, dentre elas, o Plano Collor, elaborado por ele e pela Ministra da Fazenda de seu governo, Zélia Cardoso de Mello.

O pacote previa o aumento das taxas de juros, privatização de empresas estatais; redução de impostos sobre mercadorias importadas; e, elevação de impostos.

O governo Collor foi marcado pela medida que estabelecia que valores acima de 50 mil cruzados novos não podiam ser retirados pelos donos do dinheiro.

Os debates sobre o Impeachment no Brasil são amplos. Alguns estudiosos acreditam que 4 presidentes foram impeachmados, outros acreditam que foram 5 ou 6. Os casos mais famosos foram de Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff.

O processo contra Collor tramitou em 1992.O Congresso Nacional julgou o caso do, então, presidente acusado de corrupção. Embora tenha renunciado antes da conclusão do inquérito, Collor ficou inelegível durante oito anos.

Em 2015, o processo de impeachment da presidente Dilma Roussef já estava em andamento. Dilma foi acusada de descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, além de realizar as famosas “pedaladas ficais” (manobra econômica reprovada pelo Tribunal de Contas da União).

Outros casos também marcaram o cenário político nacional, como Carlos Luz e Café Filho. Após a morte de Getúlio Vargas, Luz e Filho foram impedidos pelas Câmaras Legislativa a tomarem posse da presidência.

O mesmo aconteceu com o antecessor Getúlio Vargas, acusado de financiar bancos públicos. Um pouco antes da Câmara dos Deputados determinar seu afastamento, Vargas se matou.

Embora esses três casos pareçam impeachments, podemos denomina-los como destituição, já que a legislação não era clara em relação ao processo de Impeachment.

O primeiro presidente do Brasil, após a Proclamação da República, foi Marechal Deodoro da Fonseca que assumiu o governo no dia 15 de novembro de 1889.

O mandato de Deodoro da Fonseca durou 2 anos, até novembro de 1891, quando seu vice Marechal Floriano Peixoto tomou posse. Marechal de Ferro, como era conhecido, combateu o conflito entre o Exército e a Marinha no Rio de Janeiro, denominado de Revolta Armada.

Floriano Peixoto ficou na presidência até 1894. Seu sucessor foi Prudente de Morais. O mandato do 3º presidente da república durou até 1897, quando saiu do cargo por motivos de doença e foi substituído pelo seu vice, o médico Manuel Vitorino.

Campos Sales governou o Brasil entre 1898 e 1902. Seu vice era Francisco de Assis Rosa e Silva. Foi no governo dele que o tratado do pagamento para dívida externa (o Funding Loan) foi acordado.

O território brasileiro foi ampliado durante o mandato de Rodrigues Alves (1902 a 1906), que teve Silvio Brandão e Afonso Penna como vices. O então presidente lançou a Revolta da Vacina, campanha de vacinação liderada pelo médico Oswaldo Cruz.

Um dos vices de Rodrigues Alves assumiu a Presidência da República, em novembro de 1906. O governo de Afonso Penna foi caracterizado por benfeitorias, como: o reforço do sistema de defesa brasileiro, a construção de ferrovias, além da ligação da Amazônia ao Rio de Janeiro. Penna faleceu em 1909.

Nilo Peçanha, seu vice, assumiu o governo até 1910. Foi Peçanha quem criou o Ministério da Agricultura, Comércio e Indústria, o Serviço de Proteção aos Índios e o ensino técnico no Brasil.

Em 1910, Marechal Hermes da Fonseca tomou posse e assumiu a Presidência. O movimento de Marinheiros, conhecido como Revolta da Chibata, caracterizou o governo de Hermes da Fonseca.

Também foi neste período que aconteceu a guerra entre os estados do Paraná e Santa Catarina (a Guerra do Contestado). Aquela famosa faixa presidenciável, marcante em todos os presidentes do Brasil, foi implantada no governo de Marechal Hermes da Fonseca.

O vice de Fonseca foi o 9º político a assumir o governo. O mandato de Wenceslau Braz (1914 a 1918) foi marcado pela divisão territorial de Santa Catarina e Paraná e pelo primeiro Código Civil do país. Braz tinha como vice Urbano Santos.

De 1918 a 1919, o Brasil foi governado por Delfim Moreira, vice de Rodrigues Alves. Alves morreu antes de tomar posse pela segunda vez.

Em um ano, Moreira fez algumas alterações no Código Civil. Ele se tornou vice de seu sucessor, Epitáfio Pessoa, que assumiu o governo estando fora do país.

Foi Pessoa quem representou o Brasil no acordo de paz pós-primeira guerra (O Tratado de Versalhes). A primeira estação rádio difusora do Brasil foi criada por Epitácio Pessoa que ficou no governo até 1922.

O fundador da Universidade Federal de Viçosa, Artur Bernardes foi o 12º presidente do Brasil, após a Proclamação da República. O mandato de Bernardes, que durou 4 anos (1922 a 1926) foi marcado pela reforma da Constituição de 1891. Estácio Coimbra era vice de Bernardes.

Washington Luís e seu vice Melo Viana assumiram o governo em 1926 até 1930. Neste período foram criados o Conselho de Defesa Nacional e os batalhões da Polícia Rodoviária Federal e a Aviação do Exército.

Em 1930, Júlio Prestes foi eleito, mas foi impedido de tomar posse pela Junta Provisória Militar, que era formada por Augusto Fragoso, Isaías de Noronha e Mena Barreto. Através de um golpe de estado, o trio escolheu Getúlio Vargas, como o novo chefe do executivo.

O mandato de Vagas teve início no dia 3 de novembro de 1930 e durou 15 anos. Em 1945, o juiz e membro do Supremo Tribunal Federal, José Linhares, foi nomeado Presidente do Brasil pelas forças armadas. O mandato de Linhares, que durou 1 ano ficou marcado pelo exercício do nepotismo.

Seu sucessor foi Marechal Eurico Gaspar Dutra, que permaneceu na cadeira presidenciável até 1951. O governo de Gaspar Dutra, que teve Nereu Ramos como vice, foi caracterizado pelo início dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, e consequentemente, pela publicação da nova Constituição Brasileira.

A Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de janeiro foi construída em seu mandato. Getúlio Vargas voltou ao governo em 1951, quando criou a Petrobrás. Seu mandado durou apenas 3 anos. Em 1954, o presidente suicidou.

Quem substituiu Getúlio Vargas, foi seu vice, Café Filho. Seu mandato durou apenas 1 ano. Café Filho foi afastado da presidência por motivos de saúde.

Neste tempo, ele foi substituído por dois presidentes interinos: Carlos Luz e Nereu Ramos (que foi vice do governo Marechal Eurico Gaspar Dutra).

Carlos Luz, um dos substitutos de Café filho ficou apenas 3 dias no cargo, quando, assim como seu antecessor, ficou doente e teve que renunciar. Quando Luz adoeceu, Nereu Ramos tomou posse, ficando 2 meses à frente do executivo.

Juscelino Kubitschek e seu vice, João Goulart, assumiram o governo de 1956 a 1961. O mandato de JK teve como principal característica: a construção de Brasília.

A primeira posse em Brasília foi de Jânio Quadros, em janeiro de 1961. Embora tenha ficado apenas 7 meses na presidência, Quadros lançou a Política Externa Independente (PEI).

Após ser acusado de estar envolvido em um suposto golpe de estado, Jânio Quadros, renunciou ao cargo. Após a renúncia de Quadros, o então presidente da Câmara dos Deputados, Paschoal Ranieri Mazzilli, assumiu interinamente a presidência, até que o vice de Quadros, João Goulart assumisse o governo.

O mandato de Jango durou de setembro de 1961 a março de 1964 quando o parlamentarismo brasileiro foi instituído temporariamente, devido a uma crise política. Jango foi deposto em março de 1964. Antes do regime do militar, Ranieri Mazzilli assumiu a presidência durante 13 dias.

O primeiro militar que governou o país entre 1964 a 1967 foi Castelo Branco. A marca de seu mandato foi a intervenção de movimentos sindicais, além da extinção de entidades que representavam os estudantes.

Em seu governo foi criado o Serviço Nacional de Informações, que tinha como objetivo manter a segurança nacional. Seu sucessor foi Costa e Silva, que tinha como vice Pedro Aleixo.

Censura dos meios de comunicação e cassação de mandatos foram uma das polêmicas do governo de Costa e Silva. Seu mandato durou apenas 2 anos, quando foi afastado, após uma trombose cerebral. Emílio Garrastazu Médici assumiu a presidência em 1969 e ficou até 1974.

Tinha como vice-presidente o Almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald. O governo de Médici é caracterizado pelo tricampeonato mundial do Brasil no futebol. No período do governo Médici houveram aumento de vagas de trabalho e investimentos nas obras públicas.

O General Ernesto Geisel substituiu Médici em 1971, com a ajuda de seu vice Adalberto Pereira dos Santos. Geisel abriu portas para a democracia: abolindo a censura e permitindo propagandas da oposição.

O último presidente militar, João Figueiredo, governou o país entre 1979 e 1985, com a ajuda de seu vice Antônio Aureliano Chaves de Mendonça. O período foi marcado por ataques terroristas aos militares.

Como já citamos, Tancredo Neves foi o primeiro presidente civil eleito após a Ditadura Militar, mas não chegou a assumir o cargo, pois faleceu um dia antes de tomar posse. Seu vice, José Sarney, assumiu o governo entre 1985 e 1990. O “caçador de Marajás” ganhou a acirrada disputa com Luís Inácio Lula da Silva. Eleito pelo voto popular, Fernando Collor ficou apenas 2 anos no governo, quando renunciou ao cargo, antes de ser “impeachmado”.

O vice de Collor, Itamar Franco, assumiu em dezembro de 1992 e ficou na presidência até 1995. Seu mandato foi caracterizado pelo Plano de Estabilização Econômica: a criação do real.

Em janeiro de 1995, o Ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, que implantou o real, Fernando Henrique Cardoso, se tornou o presidente do país. Durante seu mandato, que durou até 2003, estatais foram privatizadas. Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência em 2003 e foi reeleito, permanecendo no cargo até 2011.

Junto ao seu vice, José Alencar, Lula realizou programas em beneficio a população. Ao mesmo tempo, teve seu nome envolvido em denúncias de corrupção. Sucessora de Lula, Dilma Rousseff tomou posse em janeiro de 2011.

A primeira mulher presidente do Brasil investiu nos programas: Pronatec, Mais Médicos e Minha Casa, minha vida. Dilma foi reeleita, mas não concluiu o mandato. Ela foi afastada do cargo após sofrer impeachment. Seu vice, Michel Temer, assumiu o executivo e permanece até as próximas eleições que acontecem em outubro deste ano.

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